Uma dor de cabeça periférica, latente latente que me faz repousar as pálpebras sobres os globos de vidro que tudo vêem, que tudo espreitam, que nada reflectem se não o tudo da sua alma.
Uma dor de pensar, racionalização constante e imparável, maquinazinha de neurónios entrelaçados, massa cinzenta incongniscivel que trabalha e trabalha e trabalha. Stop! Pára de pensar. Sentir antes de viver, arrancar o melhor da realidade em actos únicos e dolorosos que me vão delicerando aos poucos e poucos. O vidro estilhaça-se em fragmentos múltiplos e caiem sobre o chão um a um como gotas límpidas e transparentes, olhos que choram. Mas nem o chorar acalma a dor. Não é verdadeiro. Já o antecipei nos meus pensamentos. Já senti o corte lancinante no meu coração, um golpe duma faca afiada assim, deixando-me a sangrar por dentro. Hemorragia interna, mas que é do sangue ? Secou... Resta-me apenas a minha mente, as minhas palavras, os meus monólogos convertidos em diálogos. Ciclo de sensações auditivas e palativas, se é que tal palavra existe! Torno-me na minha própria interlocutora e espectadora. Carrego a balança aos ombros, que nunca pende para um lado. Ying e yang! Harmoniaaaa aahhh. Peço com carinho uma vez mais para me calar, aguardo expectante pelos raros e preciosos minutos de silêncio mentais. Apenas cala-te e ouve.
Uma dor de pensar, racionalização constante e imparável, maquinazinha de neurónios entrelaçados, massa cinzenta incongniscivel que trabalha e trabalha e trabalha. Stop! Pára de pensar. Sentir antes de viver, arrancar o melhor da realidade em actos únicos e dolorosos que me vão delicerando aos poucos e poucos. O vidro estilhaça-se em fragmentos múltiplos e caiem sobre o chão um a um como gotas límpidas e transparentes, olhos que choram. Mas nem o chorar acalma a dor. Não é verdadeiro. Já o antecipei nos meus pensamentos. Já senti o corte lancinante no meu coração, um golpe duma faca afiada assim, deixando-me a sangrar por dentro. Hemorragia interna, mas que é do sangue ? Secou... Resta-me apenas a minha mente, as minhas palavras, os meus monólogos convertidos em diálogos. Ciclo de sensações auditivas e palativas, se é que tal palavra existe! Torno-me na minha própria interlocutora e espectadora. Carrego a balança aos ombros, que nunca pende para um lado. Ying e yang! Harmoniaaaa aahhh. Peço com carinho uma vez mais para me calar, aguardo expectante pelos raros e preciosos minutos de silêncio mentais. Apenas cala-te e ouve.
Cara ou Coroa?
1 comentário:
sabia bem ter um botão que desligasse o cerebro por uns minutos... gostei do texto!
boa semana para ti *
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