Novamente, sinto o impulso emergir por uns segundos, deixando a mente vaguear preguiçosamente pelas memórias ofuscadas pelo presente. Deixam um gostinho, um rasto demorado e torturante do que se segue.
Desnorteada e sedenta de um desejo intenso, procuro o que não sabia procurar. Procuro tudo... que é como quem diz nada.
Sou atraída para esta espiral de emoções e sentimentos, que me abanam e atiram bruscamente dum lado para o outro, e envolvem-me o corpo e a mente como a droga viciante que é. Estou entregue a este vaticínio, premeditado apenas por mim. Compreendo e aceito, não tento mudar, sou éfemera a cada momento e não sei ser outra coisa se não isso. Quero ser efémera e uma metamorfose ambulante, quero não me definir, ser livre para ser aquilo que quero ser no momento e somente nesse momento. Bloqueei os sentimentos grandes dos seres humanos. Apenas vivo em função de como quero viver. Não tenho um propósito de vida, não tenho uma meta a alcançar, não me aguarda uma medalha de triunfo no final da caminhada. A piada reside na simples caminhada em si, na deriva que se encontra fugazmente com o concreto e leva-me a viver uma e outra, e outra vez. Sou feita de oportunidades que aproveito no momento que surgem, sou feita da areia da praia que se molda ás estrelas e conchas de plástico.
Não posso comprometer-me com outro ser humano, não compactuo com as expectativas que depositam em mim. Sou uma utopia aos olhos dos outros.
Mas sei que não sou nada. Apenas eu, viajante do mundo e da mente, à procura de tudo, mas de nada.
Desnorteada e sedenta de um desejo intenso, procuro o que não sabia procurar. Procuro tudo... que é como quem diz nada.
Sou atraída para esta espiral de emoções e sentimentos, que me abanam e atiram bruscamente dum lado para o outro, e envolvem-me o corpo e a mente como a droga viciante que é. Estou entregue a este vaticínio, premeditado apenas por mim. Compreendo e aceito, não tento mudar, sou éfemera a cada momento e não sei ser outra coisa se não isso. Quero ser efémera e uma metamorfose ambulante, quero não me definir, ser livre para ser aquilo que quero ser no momento e somente nesse momento. Bloqueei os sentimentos grandes dos seres humanos. Apenas vivo em função de como quero viver. Não tenho um propósito de vida, não tenho uma meta a alcançar, não me aguarda uma medalha de triunfo no final da caminhada. A piada reside na simples caminhada em si, na deriva que se encontra fugazmente com o concreto e leva-me a viver uma e outra, e outra vez. Sou feita de oportunidades que aproveito no momento que surgem, sou feita da areia da praia que se molda ás estrelas e conchas de plástico.
Não posso comprometer-me com outro ser humano, não compactuo com as expectativas que depositam em mim. Sou uma utopia aos olhos dos outros.
Mas sei que não sou nada. Apenas eu, viajante do mundo e da mente, à procura de tudo, mas de nada.
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