domingo, 15 de março de 2009

memórias de um bêbado

...

o sigilo foi quebrado
denuncio-me em cada palavra, em cada silêncio.
Não sou eu, não mais
Sou projecção dum outro fragmento do eu
o que assume a cara sem a máscara
mas mascara a dor
identidade perdida no percurso do tempo
algures entre 5 segundos passados e 10 segundos futuros
entalado nas milésimas.. (burocracias incontornáveis!)
preso a uma descontinuidade temporal,
repetindo o mesmo over and over again
Doloroso e excruciante, carregar na ferida sabendo que dói.
que dia é hoje mesmo?
Já não me interessa, mas sei o interesse
é o querer não sentir, mas sentir
afinal que proveito tem a ilusão se não ilude?


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