Já não aguentava os meses cinzentos de Inverno. Crescia-lhe no peito o desejo pela mudança de estação. Mas quando finalmente a Primavera chegou, sentiu saudades do Inverno, do conforto e da segurança do seu doce Inverno. A primavera intoxicava-a com o seu perfume, com a sua melodia matinal, com as suas cores de arco-íris, com o seu brilho estonteante. Assustava-a, mas deliciava-a simultâneamente com as suas flores. "Se eu tivesse a certeza que as flores de laranjeira dariam laranjas, eu deixava os cachecóis, casacos e luvas no canto, e abraçava a Primavera para sempre!"
Mas como saber? O medo envenenava-lhe o sangue, preferiu não arriscar. Permaneceu enroscada no cobertor azul de flanela a ler relatos de vidas que poderiam ser a sua, de sonhar acordada viciada nos seus pensamentos, de não mudar, não mexer, não tentar, não arriscar. "
"Sonho continuamente no Inverno da minha vida".
Mas como saber? O medo envenenava-lhe o sangue, preferiu não arriscar. Permaneceu enroscada no cobertor azul de flanela a ler relatos de vidas que poderiam ser a sua, de sonhar acordada viciada nos seus pensamentos, de não mudar, não mexer, não tentar, não arriscar. "
"Sonho continuamente no Inverno da minha vida".
1 comentário:
O Inverno e a lua transparente. Melancolia. Gosto do imaginário que levantas. Gosto dos teus feitiços, Feiticeira, continua a encantar*
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