Uma mão cheia que dá para pensar
Lentamente vejo-a ceder
o peso é simplesmente estonteante
Mas mantém-se firme, não é tempo para fraquejar
A inevitabilidade da ampulheta
Regra de ouro: a gravidade só não faz sentido na lua.
Quase a sucumbir, reajo
Duas mãos cheias que dão para pensar.
Como escolher entre o presente e o futuro?
Opções tolas que me retiram do abismo.
Tivesse eu realmente oportunidade de escolha
escolhia o futuro no presente.
o concreto leva sempre a sua avante, contornos dão sempre para pensar.
Já anseio pela desistência inevitável
Que sucumbam ambas as mãos
Que sejam mãos cheias de nada
de nada para pensar.
1 comentário:
it's over now, take a deep breath :)
C*
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