“Porquê?”
Questionou-se incrédulo.
Rebusca na memória pistas
vestígios de algo para acalmar a dor.
Pior que a perda, o simples não saber.
A ignorância magoa a fundo,
suspeita da própria segurança,
sufoca a cada bafo de ar inalado.
Porquê?
Inventa respostas. Traços de criatividade em anonimato.
O espelho sugere
“espelho meu, espelho meu, que fiz eu?”
Silêncio.
Porquê?
Não sei.