segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

?

“Porquê?”

Questionou-se incrédulo.

Rebusca na memória pistas

vestígios de algo para acalmar a dor.

Pior que a perda, o simples não saber.

A ignorância magoa a fundo,

suspeita da própria segurança,

sufoca a cada bafo de ar inalado.

Porquê?

Inventa respostas. Traços de criatividade em anonimato.

O espelho sugere

“espelho meu, espelho meu, que fiz eu?”

Silêncio.

Porquê?

Não sei.