num sufoco permanente
como ferida que não sara
o tempo caminha lentamente
enfatizando os segundos
segundos de algo que nem sei bem
não é dor nem amor
é excruciante, intenso e não pára...
num sopro frio livra-te dele
queima-o no teu coração em chamas
esmaga-o
pisa-o
anula-o
como tornar algo real em irreal?
cruzar os domínios da inexistência
e pairar no vácuo
assim como pena flutuante
leve leve
tão leve
que se desvanesce
ao mais simples toque.
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